Beatrice Zwier

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Beatrice Zwier

Mensagem por Admin em Qui Nov 05, 2015 10:40 pm



Nome: Beatrice Zwier

Data de nascimento: 12/01

Idade: 13 anos

Altura: 1,46m

Classe/Ocupação: Submundo, assassina de aluguel.



Aparência

Com o corpo normal de uma criança – talvez apenas com cicatrizes a mais - a pele bronzeada, cabelos e olhos negros com pequenas olheiras não se destacam nas ruas de Affaire. As mechas são onduladas, sempre mais cheias que o normal pela bagunça que se encontram devido ao simples fato de Bea não dar a mínima para penteá-las. As roupas que usa comumente incluem camisas de manga longa, que possuem a função de esconder cintos de granadas que sempre leva presos aos braços; tanto pela facilidade como para ter um elemento de surpresa. Também carrega uma bolsa com os mais diversos venenos.



Personalidade

A quietude e falta de educação quando a primeira não está presente poderiam ser atribuídos à idade de Beatrice, entretanto, são características marcantes da menina desde que se entende por gente. Ótima observadora, não hesita em tomar ações necessárias e precavidas quando precisa, mesmo que não negue gostar da adrenalina de brigas e matanças, nunca tendo visto algo errado com os atos. É extremamente direta com suas opiniões, não se importando com o que os outros pensam ou com as consequências delas se não está em situação de risco. Criada nas ruas com a maior influência sendo a de um pirata questionável, também possui um linguajar ao nível, e além de assassinatos, rouba comida, posses, e o que mais for necessário para sua sobrevivência.



História

Não havia nada demais naquela família. Uma mulher da vida que engravidara de um de seus clientes, e chantageara o sujeito emocionalmente de modo que casasse consigo para ter um meio de sustentar a criança. Ao menos, fora a desculpa que dera, quando seus interesses apenas miravam em ter um modo de vida melhor. Ao que se casaram, no entanto, o homem perdera o emprego, deixando os dois com poucas condições financeiras e uma criança a caminho, morando nos cantos mais sujos e escuros da periferia de Affaire.

Naquele ambiente, a pequena Beatrice nasceu. Sua mãe, após a gravidez, também havia ficado sem clientes, e enquanto tentava reconquistar os antigos, estava sempre a procura de empregos novos com o pai, por vezes se metendo em negócios ilegais. Uma das primeiras coisas que se lembrara de ter aprendido fora a não chorar, ou gritar, na frente dos dois. Ainda que vivesse em meio a adultos que levantavam a voz, quando ela o fazia, a reação física e dolorosa era imediata. Conforme crescia, mesmo extremamente quieta, o esforço também passara a ser em vão. Qualquer instância onde o mau humor – que era frequente – entrava na casa, os pais descontavam tanto um no outro quando na criança. Sem a capacidade de entender que o que era feito era errado, a menina apenas aceitava, aprendendo também que o dinheiro e a falta dele eram de extrema importância na vida das pessoas. Apenas observava, sem nutrir qualquer afeto pelas pessoas que a criaram.

Até que, em seus cinco anos, algo aconteceu. Os pais, que tanto brigavam, pareciam apavorados com a presença de um estranho na casa. O progenitor, que vivia de conflitos com a mulher e filha, pela primeira vez pareceu querer protege-las. E falhou, já que em seguida, cabeças rolavam pelo chão. A pequena reconhecia o conceito de morte; de alguém ir e não voltar. Era comum naquela parte da cidade, mesmo que sua mente ainda não assimilasse todas as consequências. Naquela instância, contudo, o que viu fora liberdade. Não teria mais gritos, dor, ou marcas permanentes em sua pele, vindas de surtos. Olhando para o gigante, muito maior que si, o seguiu com certa admiração. Não tinha para onde ir, e não iria conseguir comer se ficasse ali. Não passou pela mente da garota pedir ajuda aos vizinhos, ou contar da morte a eles. Nem a própria criança sabia o que esperava, mas entendia que queria viver como aquele homem, e eliminar com as próprias mãos qualquer problema que tivesse.

No fim, crescera com ele. Apenas alguns anos mais tarde perguntara o porque, rindo descaradamente ao ouvir que ele deixara uma tripulação pra cuidar de uma criança. Já não se surpreendia, conhecendo Aaron o suficiente para atribuir a personalidade dele a aquelas ações. Originalmente quieta, aprendeu a socializar com o linguajar das ruas e de um pirata, portanto educação não foi algo que constou em sua rotina, que também consistia de roubos e eventualmente seguir o mais velho para vê-lo assassinar pessoas quando não tinha para onde ir. Ainda que, também, ao passar a raciocinar propriamente, tivesse entendido que o ex-pirata era um completo idiota, cresceram em uma estranha dinâmica de irmãos, e foi onde Beatrice encontrou o que queria fazer na vida.

Não sendo incomuns as brigas das ruas, mesmo que as evitasse se não fossem necessárias, descobriu, após testemunhar um banho de sangue – coisa que nunca a surpreendera - uma ratazana ensanguentada que, ao lado de um corpo, estava parada e em pé, mesmo que não respirasse. Ao mostra-la para Aaron e ter apenas um grito fino e um homem pulando pra trás e caindo em resposta, perguntou ao allmate do mesmo, um dragão que na maior parte das vezes era uma conversa mais digna. Ele lhe informara o que era o bicho e que, como a si, era mecânico, e provavelmente possuía outra função. Lá a menina, aos dez anos, sentou-se, passando um tempo conversando com a ratazana, descobrindo que esta virava uma máscara de gás, e que se Beatrice viesse a ser a nova dona, havia uma bolsa com diversas granadas venenosas perto do corpo em que encontrara o animal.

Anos depois, não tinha apenas as granadas; se dedicou de maneira ilícita, com um médico conhecido de Aaron – mencionado após ter demonstrado interesse no assunto - a descobrir mais sobre venenos, e como injetá-los também, carregando diversos tipos para quando precisava. Passou a aceitar contratos, assim como o maior, o que também trouxe algum dinheiro que, naquele ponto, ela não sentia que precisava. Não se importava se o possuía ou não, ou no que aquilo dava, e se pensasse no assunto, chamaria os próprios pais de idiotas por brigarem tanto por algo tão passageiro.

Era em matar os outros daquela forma que achava graça.  



Informações adicionais

• Beatrice não deu nome à ratazana, mas passou a chama-la de Chee quando Aaron deu o nome de “Cheese”. O allmate não fala muito, tendo uma personalidade parecida com a da dona.

• Não gosta do nome de batismo, então sempre atendeu por "Bea"; o sobrenome de Aaron é usado apenas em horas convenientes, já que não possuí memória alguma de qual era o próprio.


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