Aaron Zwier

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Aaron Zwier

Mensagem por Admin em Dom Ago 16, 2015 9:11 pm



Nome: Aaron Zwier

Data de nascimento: 15/08

Idade: 22 anos

Altura: 2,03m

Classe/Ocupação: Submundo/Assassino de aluguel




Aparência

De porte atlético e proporcional à sua altura, possui uma imagem relativamente chamativa e ao mesmo tempo assustadora devido ao seu tamanho exagerado. Possui os cabelos azulados e uma heterocromia diferente, com o olho direito azul claro e o esquerdo lilás; e vários piercings no rosto e orelhas. Aaron gosta de roupas confortáveis que não impeçam seus movimentos normalmente exagerados e que ao mesmo tempo, sejam resistentes. Fora isso, usa acessórios que não servem para absolutamente nada, sem nenhum motivo que ele saiba qual possa ser.



Personalidade

Distraído e desleixado, possui pouca ou nenhuma preocupação com as responsabilidades que deveria ter. Para ele, quase tudo na vida é motivo de risada e sempre há uma saída para qualquer situação, mesmo as que não dão muito tempo para pensar sobre. Por conta de seu tamanho e uma grande hiperatividade que não o permite ficar quieto por muito tempo, Aaron facilmente se torna um ser espaçoso, desastrado e por vezes bruto, mesmo que seja sem a real intenção. Extremamente impulsivo – e graças a isso, inconsequente também –, sempre age e fala antes de pensar, o que algumas vezes acaba o colocando em situações ruins.

Mesmo possuindo o típico jeito de “cara legal”, Aaron não tem uma posição exata entre as desavenças da nobreza contra a burguesia. Seus contratantes sempre surgem dos dois lados e ele se torna bastante parcial na hora de aceitar ou não um determinado serviço, dependendo então de quem esteja envolvido. Não se importa com estranhos, mas a piedade – levemente distorcida – do rapaz não o permite que assassine pessoas que considera especiais de alguma forma.

Por fazer amigos com facilidade, conhece a maioria das pessoas da cidade e sabe obter informações quase que naturalmente. Mas como tem uma péssima memória, quem acaba armazenando fatos que podem ser úteis para si, é o seu allmate, que serve praticamente como um cérebro que Aaron não tem.



História

Até os quatro anos de idade, sua vida não passava de um borrão branco sem sentido na memória. Isso é um detalhe que Aaron prefere esconder por razões de esclarecimentos. Apenas um punhado extremamente limitado de pessoas sabem exatamente de sua situação, quando de sua personalidade hiperativa e desatenta, ele consegue arrumar seriedade suficiente para se abrir. No geral, é melhor que sua realidade seja mantida sob custódia.

Desde quando começara a se recordar das coisas que via e que presenciara, o menino de cabelos curiosamente azuis se viu num ambiente que ele poderia sentir não ser o mais recomendado para uma criança. Era engraçada a sensação de que tudo se balançava sem nenhuma pausa e era desagradável o cheiro que pairava sobre aquele enorme navio, que parecia misturar sangue, suprimentos estragados e homens grandes e suados com uns bons meses sem tomar banho. Foi num ambiente hostil como esse que Aaron começou a reconstruir do zero tudo o que se recorda até hoje. Tinha uma forma muito própria de ver as coisas e talvez, por sempre ter a habilidade de fugir dos capangas do capitão toda vez que roubava comida, é que não tivesse enlouquecido por ser criado ali. Também havia a constante companhia de um pequeno e velho allmate em forma de um dragão ocidental, que o ajudava nas horas que parecia não ter nenhuma saída. Não sabia o porquê, mas sempre teve aquela companhia. Nem a própria máquina conseguia explicar, mas apenas especificava que fora criado para sempre ficar junto de Aaron. O menino nunca questionou, então, tratando o pequeno dragão como um amigo verdadeiro e muito mais do que um simples amontoado de parafusos.

Levando uma vida que muitas das vezes o colocava em situações de perigo iminente - às vezes por culpa dele mesmo –, o garoto cresceu adquirindo habilidades de sobrevivência própria, aprendendo da forma mais rápida como lutar: na prática, e sob a pressão da morte. A vida junto aos piratas era feroz dentro e fora do navio e só se manteve vivo por ter crescido muito rápido e logo se tornado de alguma utilidade para o capitão em sua tripulação, do que apenas um peso morto em miniatura. Sem se questionar nunca sobre se matar e roubar era errado, Aaron nunca foi de quebrar a cabeça com detalhes que só pessoas inteligentes conseguiam pensar. Sabia bem que se não fizesse certas coisas, apenas poderia dizer adeus à própria vida. Não tinha nada para proteger além de sua pele, então, lhe faltava muita empatia por prisioneiros torturados, mulheres estupradas e trabalhadores mutilados – ao mero troco de jóias e objetos de valor.

Em meio ao saqueamento de uma cidade, o rapaz já não tinha mais muita noção de quem deveria tirar a vida ou não. Ao invadir uma casa por conta própria, ainda tinha a piedade de deixar os moradores vivos e levar apenas os objetos de valor, desde que ninguém lhe apresentasse alguma ameaça. Naquele dia, o homem da casa, na provável intenção de defender sua filha e sua esposa, tentou lhe acertar com um tiro e sem pensar, Aaron tirou-lhe a cabeça antes, junto com a da mulher que teve a infelicidade de estar ao alcance da arma do pirata. Ignorando a bagunça que fizera, não reparou na pequena menina que obviamente não lhe representava nenhum risco. Só não esperava que fosse impedido de voltar ao navio por ter sido seguido metade do caminho pela pequena. Indeciso entre exterminar o empecilho ou leva-la junto consigo, saberia que ela levaria a pior de qualquer jeito. Embora não ligasse para o que os outros tripulantes fizessem, o próprio não tinha coragem de matar uma criança que não poderia fazer absolutamente nada contra si. E ao contrário do que achou inicialmente, ela não parecia querer vingar os pais que foram brutalmente decapitados na frente dela. Ela tinha um certo semblante de admiração e depois de um tempo observando, Aaron notou algumas marcas de abuso pelas partes expostas do corpo da petiz. Não conseguia se livrar dela de forma alguma sem usar de violência e por sua facilidade de desapego, não precisou hesitar tanto para decidir inconscientemente que preferia deixa-la viva do que assumir qualquer opção que a fizesse correr riscos. Sob conselhos de seu cérebro exterior, o pequeno dragão Rahjar, se viu fugindo de todo o resto da tripulação desde então, na espera de que o considerassem morto e partissem.

Não tinha a idade necessária para que se considerasse como uma espécie de pai para a criança, mas ao menos sentia como se tivesse ganhado uma irmã. Ao mesmo tempo, sua noção de mundo era completamente distorcida e a garota não teve um dos melhores exemplos para que seu crescimento fosse honrado. Aaron tinha apenas 14 anos e parte de sua sobrevivência e a da pequena Beatrice se basearam em roubos de comida, roupas e suprimentos em geral. Conseguiam abrigo algumas vezes nos bordéis da cidade e tinham essa vida completamente instável até o rapaz ingressar no submundo, tendo habilidade suficiente para às vezes trabalhar como assassino de aluguel. O pagamento variava de serviço, mas raramente vinha em pouca quantia e em um curto espaço de tempo o garoto não se viu mais na necessidade de ter que roubar pão para cada refeição do dia.

A forma como atuava diante da rixa entre a burguesia e a nobreza era totalmente parcial. Não ligava para nada daquilo, mas precisava se posicionar mesmo assim por estar entre o fogo cruzado. Adquiriu o hábito de pesquisar suas vítimas antes de aceitar qualquer serviço e, se achasse viável dentro de seus próprios conceitos, escolhia aceitar ou não o contrato. Contratantes que fossem contra sua decisão não eram poupados, pois embora Aaron não fosse cruel, sabia desde muito jovem que algumas mortes eram necessárias para que outras fossem evitadas. Aprendera a não hesitar frente a decisões como essas.



Informações adicionais

• A memória na qual Aaron não se recorda, trata-se das lembranças de quando fora criado por sua mãe, que era uma nobre. A mãe de Aaron, Pietra, mesmo após ter sido estuprada por um pirata, não conseguiu tomar ódio à criança em seu ventre e assumiu a responsabilidade do mesmo desde que nascera. Mas sem saber a razão, o pai viera buscar o que também era dele. Aaron não se recorda de sua mãe e não sabia que o capitão do navio no qual passara metade de sua vida, era seu pai. O allmate em forma de dragão, Rahjar, havia sido criado pelo irmão de Pietra, que o dera de presente para o sobrinho, para que virasse seu guardião e amigo. Mas o próprio robô não sabe disso, apenas foi programado para tal.

• Aaron roubou dois machados, Mintaka e Alnitak – nomes gravados em cada um –, de outro pirata cujo navio foi destroçado em meio a uma batalha. Eles se unem em um só, por uma junção em uma das extremidades que possui o nome Alnilam gravado nas duas armas. Os nomes são das três estrelas visíveis no céu que formam a constelação de Orion, mas Aaron não sabe disso.


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