Alexandria / Alex

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Alexandria / Alex

Mensagem por Admin em Ter Out 20, 2015 7:32 pm



Nome: Alexandria / Alex

Data de nascimento: 13/08

Idade: 17 anos

Altura: 1,52

Classe/Ocupação: Comunidade / Ladra




Aparência

Alex, como prefere ser chamada, possui cabelos curtos alaranjados e espetados, claramente cortados por mãos trêmulas e uma faca de cozinha. Seus olhos âmbares, cílios longos e sobrancelhas apertadas esboçam uma expressão fechada, quase sempre carrancuda ou debochada. E as inúmeras sardas disputam espaço com cicatrizes que parecem se multiplicar em sua pele pálida.

Apesar da idade, os hormônios da jovem ruiva nunca estiveram ao seu favor. Com seus 1,52 cm, poucas curvaturas e praticamente nenhum busto, Alex é quase sempre confundida com um daqueles pivetes de rua. Isto fez com que desenvolvesse um complexo pelo próprio corpo, este que mantinha-se oculto por debaixo dos panos. Literalmente. Faixas, lenços e meias cobriam qualquer esperança que sua pele sardenta poderia ter de sentir a luz do sol ou o frescor da brisa noturna. No entanto, adora exibir sua perna esquerda mecânica como se fosse uma espécie de marca de guerra.




Personalidade

Alex poderia ser considerada uma pessoa extremamente confiante, isto é, se sua qualidade não beirasse a linha da arrogância. Seu tom é sempre divertido ou debochado e, as vezes, carrega um leve toque de humor negro. È dona de uma esperteza e capacidade de dedução fora do normal, porém, a imaturidade impede que ela aceite os próprios erros. Adora falar de si mesma e de suas aventuras, exceto em raros casos, quando se interessa por alguém em especial. Seu temperamento é tão explosivo quanto suas bombas e é complexada com sua aparência. Ama coisas fofas e tem um forte desejo de ser mais feminina, apesar de nunca demonstrar esse lado.



História

Dizem que a curiosidade matou o gato. Porém, esta certamente salvou Alex de um destino mais trágico. Esperta por natureza e com a sorte ao seu lado, escapou da morte ainda jovem e sobreviveu para contar sua história na periferia de Affaire, único local que pode chamar de lar. Com uma dose de curiosidade e três colheres prepotência, aprendeu tudo o que precisava para se virar nas ruas.

Entre livros roubados, manuais sobre relógios e experimentos próprios, aprendeu a mágica de misturar ciclonite com plástico. Aliás, com a ajuda dos livros de receita, descobriu que nitrato de potássio faz uma bela dupla com açúcar mascavo. Não no sabor, é claro. Explodiu, quebrou, estilhaçou. O resultado de suas descobertas era visível em toda as esquinas que passavam. TNT, explosivos, molotov, bombas de gás. Explodir coisas combinava com sua personalidade.

Começou a roubar desde pequena, ainda com 12 anos de idade. Atitude esta que era sempre repreendida por sua mãe adotiva. No entanto, a insistência e curiosidade da menina fez com que aquela atividade compulsiva se tornasse profissão. Impulsionada pela fome e, em parte, pela diversão, uniu suas habilidades mecânicas com seu temperamento estourado e “boom”. Em menos de um ano, os jornais locais já apelidavam a jovem ruiva de “O Ladrão da Pólvora”.

Alex desaparece da cena do crime como em um passo de mágica, levando consigo joias, dinheiro e todas as pistas de seu paradeiro em uma nuvem de fumaça. A ruiva faz o que quer, quando quer. Não acredita em bondade de graça e sempre diz que a justiça é tão verdadeira quanto o Papai Noel.

Viveu parte da infância com Nora, uma senhora de 84 anos que a resgatou ainda pequena na periferia da cidade. Sem explicar o motivo por trás da escolha, deu a ela o nome de “Alexandria”. Mecânica aposentada, ríspida e carrancuda, Nora ensinou a menina como transformar fogo e metal

em obras de arte – depois de muita insistência por parte da própria criança. Morava sozinha em um barraco de dois quartos, somente com o necessário para se aquecer no frio e não morrer de fome.

A ruiva detestava que Nora, a quem apelidou carinhosamente de “velha”, a chamasse de Alexandria. Por isso, adaptou seu nome para um que combinasse melhor com sua personalidade – e com o seu corpo. Alex. Decisão que, no final das contas, lhe ajudou a escapar de inúmeras dificuldades que poderia encontrar nas ruas – ser uma garotinha pobre não era nada vantajoso, muito menos seguro. Ainda assim, não escapou da experiência de miséria e medo que era viver na periferia.

Presenciou ataques. Revoltas. Violência. Injustiças cometidas àqueles que não podiam nem sequer reagir. Não teve outra visão de mundo a não ser aquela. Cercada pelo silêncio agonizante das vítimas de quem viva acima da política e da verdade. Ou daqueles que se diziam “salvadores”, mas em vez de estender a mão, sujavam-nas de sangue em meio as sombras da sociedade. Deus? Para a ruiva, a igreja é só mais um grande negócio. Até mais assustador que o próprio diabo.

Felizmente, ou não, Alex simplesmente não lembra de nada antes dos seus 9 anos de idade. E apesar da insistência de jovem, Nora jamais revelou qualquer detalhe sobre o passado da ruiva ou como a encontrou. Qualquer menção ao fato já era motivo suficiente para reprendê-la com raiva. “Por que se preocupar com o passado se você pode não estar mais aqui amanhã?” era o que sempre ouvia.

A menina nunca entendeu o significado daquela frase. Isto até o dia em que a “dama de ferro”, como era conhecida na comunidade, eventualmente cedeu aos problemas da idade. Nora faleceu na suposta 17° primavera de Alexandria. Deixou para trás apenas um livro, uma besteira e uma nota. “Viva um dia de cada vez.” Desde então, o conselho da “velha” tornou-se seu lema de vida.

Enquanto suas memórias do passado são apenas pensamentos enevoados, parte da história é contada com perfeição nas marcas profundas de seu torso magro. Seja lá o que aconteceu, foi no mínimo brutal. A violência ainda obrigou a menina a substituir sua perna por uma de metal. Mas a pequena ruiva não se importa de lembrar. Aliás, ela prefere que jamais volte a se recordar. Só que mesmo tentando escapar dos flashs e pesadelos em que sua mente lhe prende, Alex não pode evitar de encontrá-lo. O garotinho de olhar cinzento está sempre lá, com um sorriso perdido em seus sonhos.



Informações adicionais

• Alex é leonina, gosta de livros, explosões, biscoitos de gengibre e vestidos. Detesta justiceiros, polícia, canela e chá de flores. Suas armas são bombas e uma balestra que herdou de sua mãe adotiva. Sabe fazer parkour e tem um allmate em forma de cabra, carinhosamente de apelidado de “Baph(omet)”, que carrega seus explosivos e muambas.



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