Louis Edmond Laffaiete

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Louis Edmond Laffaiete

Mensagem por Admin em Dom Ago 16, 2015 9:12 pm


Nome: Louis Edmond Laffaiete

Data de nascimento: 20/04

Idade: 18 anos

Altura: 1,60m

Classe/Ocupação: Abastados/Nobre. Herdeiro da fábrica de porcelanato da família Laffaiete.




Aparência

Além de ser dono de invejáveis cabelos loiros que caem em ondulações até a altura de seus ombros, Louis tem olhos redondos de um azul penetrante, rodeados de cílios fartos e curvilíneos, sendo uma de suas características mais marcantes o pequeno sinal logo abaixo da extremidade do olho esquerdo. Possui um corpo magro de curvas um tanto femininas que garantem a ele sua androginia; em suas mãos, incontáveis anéis de ouro e pedras preciosas podem ser vistos à distância.




Personalidade

Acostumado a sempre ter tudo do bom e do melhor, Louis é esnobe, mimado e egocêntrico, considerado por muitos a personificação do termo “filhinho de papai”. No entanto, contradizendo o esperado de quem aparenta não necessitar de esforços para conseguir o que quer, Louis é responsável o suficiente ao tomar conta dos negócios da família sozinho, principalmente por possuir uma determinação invejável a qualquer um. É observador, devoto aos dogmas e ensinamentos da Igreja e, devido ao fato de ser um nobre de posses, não costuma misturar-se com gente que sequer possui título de nobreza, além de escolher à dedo aqueles com quem pretende criar laços, sejam eles verdadeiros ou apenas frutos de interesses capitais. Louis também tem mania de grandeza e tendência a falar sozinho ao sentir-se preocupado, e perde a cabeça muito fácil quando subestimado, contrariado ou, principalmente, insultado. Consegue ser muito persuasivo caso haja algum interesse econômico envolvido, às vezes chegando a parecer tímido pela forma calma e reservada com a qual costuma lidar com determinados assuntos, pessoas e situações, passando a falsa impressão de ser alguém fácil de se aproximar, apesar da personalidade desagradável e nada atrativa que tem.



História

Louis é o filho caçula dos Laffaiete, uma das famílias nobres mais ricas e tradicionais de Affaire. Seus pais são apenas mais um casal unido pelo favorecimento dos interesses de suas famílias, mantendo por anos um casamento baseado em nada além de acúmulo de posses, status e mais posses. A mãe, Rosalie, preocupava-se apenas com o próprio bem-estar e com as aparências, enquanto o pai, George, famoso homem de negócios, passava tanto tempo no trabalho que mal se lembrava da esposa e dos filhos, ainda preferindo a companhia dos amigos e das dançarinas de cabaré durante seus dias de folga.

O primeiro filho deles fora concebido com tanto amor e carinho quanto aqueles destinados aos porcos, sendo assim, também não era de se esperar que dessem pulos de alegria com a chegada do segundo. Os Laffaiete eram tão indiferentes com suas crias que fora um milagre os irmãos terem crescido saudáveis e capacitados – tudo graças à empregada da família que tivera compaixão suficiente para com as duas crianças.

O primogênito dos Laffaiete era um jovem rapaz chamado James, sempre carismático e sorridente, preparado desde muito cedo para assumir os negócios do pai quando chegasse a hora. Louis era determinado, observava os passos do irmão mais velho com atenção e procurava nunca cometer os mesmos erros que ele. Muitos diziam, inclusive, que Louis era a versão mais jovem e melhorada de James, sendo ambos parecidos tanto fisicamente quanto na forma como se portavam em público. No entanto, pouco havia de verdadeiramente comum entre os dois irmãos. Louis sempre fora o mais sério, o mais responsável e o que mais refletia antes de tomar quaisquer decisões, enquanto James era o espírito livre da família, sempre agindo impulsivamente, correndo atrás de um rabo de saia e se metendo em confusões que, por vezes, quase lhe custavam não somente a sua, como também a vida do irmão caçula – tudo isso sem contar com o gasto de dinheiro excessivo e as várias vezes em que voltava para casa tarde da noite, porre, fedendo a suor, perfume de mulher, tabaco e bebida alcoólica. Seus pais pareciam não dar a mínima, porém, contanto que ele mantivesse um bom desempenho na faculdade de administração e uma postura decente em frente a outros nobres.

O único laço que unia uma família tão individual quanto aquela era a fé. Ou suposta fé, para ser mais exato. Todos os domingos, pela manhã, pais e filhos ocupavam a primeira fileira de bancos da igreja, e agiam frente aos olhares alheios como se fossem abençoados pela eterna felicidade. O que passava longe de ser verdade. No entanto, o lado bom de nascer em berço de ouro era ter acesso a privilégios que somente o dinheiro poderia pagar, como viagens a outros países, aulas de piano e etiqueta, festas de gala, professores particulares e vaga garantida na melhor faculdade de Affaire. O lado ruim, por sua vez, era ser vítima constante de vigaristas interessados em roubar tudo o que pertencia aos bem afortunados, incluindo suas vidas, se assim fosse necessário. Por isso a igreja vinha muito a calhar, já que seus bens estariam mais seguros nas mãos de Deus – não literalmente, claro.

Louis não lembrava dos detalhes da primeira vez em que havia sido vítima de um sequestro, mas sabia não estar sozinho dentro daquele quarto escuro com cheiro de mofo e mijo, pois conseguia ouvir a respiração acelerada de James a poucos metros de distância, assim como a conversa animada de seus sequestradores e suas pisadas fortes no andar de cima. O resgate fora pago um dia depois – foram as 24 horas mais duradouras de toda sua vida. Ele tinha apenas quatro anos e James, treze. Seus pais o abraçaram como se pela primeira vez na vida se importassem consigo. James apanhara e fora posto de castigo por ter sido imprudente ao permitir que aquilo acontecesse, aceitando sua punição de cabeça baixa e sem dizer uma única palavra. Ele era o mais velho, afinal. Deveria assumir responsabilidade por seus erros.

No segundo sequestro, Louis estava sozinho. Haviam amarrado seus pulsos ao pé de uma cama velha e enferrujada, e deixaram-no sem direito a comida e água por quase três dias. Ele tinha sete anos. James, mais uma vez, assumira toda a culpa pelo ocorrido.

Durante o terceiro sequestro, cerca de seis meses após o segundo, desenhara alguns rabiscos aleatórios nas paredes de seu cárcere com uma pedra pontuda, como forma de fazer o tempo passar mais rapidamente dentro de um quarto vazio e sem janelas. James também fora culpado pelas feridas em suas mãos, causadas pela pedra pontuda.

Os outros dois sequestros não foram tão marcantes. Só o sexto, aos onze anos, quando Louis ficara preso dentro de um dirigível por quinze dias, chegando até a deixar os domínios de Affaire. Lá ele conheceu um rapaz chamado Doug, que o ajudou a fugir na noite do décimo quinto dia, mas acabou sendo preso e culpado pelo desaparecimento do jovem nobre assim que chegaram à cidade. James não assumiu culpa alguma, pois estava estudando fora do país.

Depois disso, ser sequestrado perdeu toda a graça. Seus pais sequer fingiam preocupação quando recebiam ligações repentinas exigindo montanhas de dinheiro como resgate, e demoravam cada vez mais para pagar. George reclamava de o filho ser um alvo fácil demais, então obrigara-o a aprender artes marciais de defesa pessoal para que pudesse se virar sozinho. Louis também aprendeu a se esconder e fugir, sempre tendo em mente o que Doug havia lhe ensinado naquela noite em que escaparam do dirigível. Rosalie só falava consigo quando queria alguém para tocar suas melodias favoritas no piano. James não estava mais por perto – havia sido expulso de casa.

Ah. Aquela fora a maior de todas as confusões nas quais James se metera durante seus vinte e quatro anos de vida, tão grave que lhe custara o lar e o sobrenome. Tudo, porque não aguentava mais viver em meio à indiferença dos pais e às tantas responsabilidades jogadas sobre seus ombros. Tudo, porque encontrara amor verdadeiro no lugar em que jamais esperaria ser possível – nos braços de Ana, a doce filha da empregada que servia os Laffaiete desde muito antes do nascimento dos irmãos. E esse amor que não deveria acontecer foi tão além das expectativas que chegou ao ponto de gerar um fruto; uma criança no ventre de Ana; um mestiço sem direito a nada. Quando George descobriu, sentiu-se traído por tamanha irresponsabilidade vinda logo de quem deveria servir de exemplo, de quem se gabava por incontáveis vezes pelo brilhante desempenho como futuro sucessor de sua empresa. A decepção nos olhos do pai era tão grande que Louis sabia – daquela vez não teria volta. Assim, James e Ana foram expulsos da mansão Laffaiete com nada além das roupas do corpo e do grande amor que sentiam um pelo outro. Ambos de cabeça erguida, dedos entrelaçados e sorrisos enormes em seus rostos, pois finalmente estavam livres para fazerem o que quisessem.

Meses depois, a notícia de que boa parte da fortuna da família tivera sido desviada para uma conta no exterior – cujo acesso não pertencia a George – fora como um tiro certeiro no patriarca. George ficou tão enfurecido que colapsou num misto de cansaço pelo trabalho excessivo e níveis elevados de estresse, tornando-se cada vez menos capaz de continuar no comando dos próprios negócios. Estava velho e precisando de alguém que assumisse seu posto, mas James não era mais uma opção disponível. No entanto, nem tudo estava perdido para os Laffaiete. George ainda tinha uma segunda carta na manga; o famoso plano B; a versão mais jovem e melhorada de James; o filho caçula.

Nome: Louis Edmond Laffaiete.

Idade: 15 anos.

Histórico de decepções: zero.

Número de vezes em que fora vítima de sequestro: incontáveis, mas isso não vinha ao caso.

O mais importante era saber o que Louis fazia enquanto James se preparava para ser o herdeiro perfeito, e aqui jaz a resposta: ele observava. Acompanhava os passos de James desde pequeno para nunca cometer os mesmos erros que ele, sendo perfeito em tudo o que o irmão mais velho fazia de errado. Ainda assim, era sempre James quem recebia toda a atenção, fosse ela positiva ou não. Louis era como uma sombra, abandonado pelos cantos da mansão e só procurado quando fosse conveniente ter toda a família reunida. E, agora que teria a oportunidade de provar seu valor, faria ainda melhor que o pai.

Nos três anos que se seguiram, Louis fora introduzido a todas as noções de economia possíveis, aprendendo a lidar com dinheiro como ninguém. Entrara mais cedo na mesma faculdade de administração da qual James se formara, e logo estava mais apto que ele para assumir a cadeira de George na famosa fábrica de porcelanatos Laffaiete. Agora, o membro mais jovem da família era o que carregava o nome da família nas costas, alcançando mérito atrás de mérito com o esforço provido das próprias mãos.

Nome: Louis Edmond Laffaiete.

Idade: 18 anos.

Histórico de decepções: zero.

Número de zeros acumulados na conta bancária da família desde que assumira o posto de herdeiro: incontáveis, mas isso não vinha ao caso.



Informações adicionais

• Por ser um garoto de baixa estatura e porte físico pouco desenvolvido, Louis não aparenta ter a idade que tem, sendo assim, é facilmente confundido com um garoto de 13 anos e raramente sai de casa para evitar constrangimentos desnecessários, como: atrair olhares de estranhos em bares e/ou ser tratado como mulher por pessoas desconhecidas.


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