Mapa (Descrição)

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Mapa (Descrição)

Mensagem por Admin em Qua Abr 23, 2014 7:12 pm

A capital de Beaumont é bastante agitada, e para acompanhar esse crescimento desenfreado do país, ela precisou se estruturar da melhor forma possível. Claro, a melhor forma possível não significa que ela está em perfeitas condições, e irei explicar-lhes a seguir!

Exatamente no meio da cidade, e considerada o coração de Affaire, a praça central é o ponto de encontro de todos aqueles interessados em aproveitar os benefícios locais. Claro, como toda a praça, existem vários espaços de descanso espalhados por sua extensão, bancos, mesas, pequenas barracas em que é possível comprar um suco gelado, ou simplesmente conversar com os conhecidos sobre como tudo anda muito difícil. Também há a querida torre do relógio, um ponto quase turístico, que se localiza exatamente ao centro do local, apontando para o céu em seus 90 metros de altura. Uma ótima referência em casos de desencontro, pode acreditar! Porém, a verdadeira atração principal da região é o fato de ela estar envolvida pelo comércio local!

Todo o tipo de loja existe pela extensão da praça, rodeando-a e fazendo o possível para chamar a atenção de qualquer passante. Dos bondes, que cortam a parte comercial da cidade, muitos descem só por dar de cara com alguma promoção, ou com objetos interessantes demais para serem ignorados. Quem está de visita?! Oras, se não passa por ali, acaba perdendo a oportunidade de ver a alma de Affaire. Não há uma pessoa que discorde que o comércio local é incrível, e, tanto, que muitos outros países sonham em se tornar tão impactantes quanto aquela região.

São tantas lojas que mal se pode acreditar, e aquelas que ficam exatamente nas beiras da praça são as que recebem maior atenção, obviamente. Pode imaginar a briga que deu para conseguir aqueles lugares? Bem, até hoje morrem pessoas por acidentes "naturais", e acabam com suas lojas compradas por um outro comerciante que trabalhava ao longe. Bobagem! Mas isso não quer dizer que as outras lojas são menos visitadas. Eis a facilidade que os pequenos bondes proporcionam! Entre as lojas, caminhos são cortados pelos trilhos que guiam os pequenos vagões, e as pessoas sequer precisam pagar para pegá-los, um transporte feito pela cidade para proporcionar mais conforto aos turistas.
Afinal, a quantidade de conforto dado aos turistas é diretamente proporcional à quantidade de dinheiro gasto pelos mesmos.
Pena que o tratamento dado aos moradores da capital não é semelhante ao que é dado aos que vem de fora. Na verdade, se fosse colocar um ao lado do outro, seria tão destoante que poderia chegar a doer, se alguém realmente se importasse.

Logo após o comércio, afastando-se do centro da cidade, algumas casas já despontavam e mostravam as características escondidas da região. Ali, pelo menos, a vida não era tão ruim quanto em alguns outros pontos, mas já se complicava ao que os bondes não mais atingiam suas extensões. Para acessar a área residencial, era necessário pegar o trem, e o trem já custava muito mais do que muitas pessoas poderiam pagar para se locomover. Sorte aquelas que moravam mais perto e tinham coragem o suficiente para atravessar a enorme faixa de terra que se seguia, até que fosse permitido a construção das casas. Sim, era proibido por lei construir seu lar próximo demais do comércio. Provavelmente achavam que o nível das casas poderia assustar os turistas ou algo assim, por mais que a arquitetura de Affaire tivesse uma variedade incrível. Não exatamente bonita, mas incrível. Poderia ser o alvo de estudo de alguém.

De qualquer forma, burgueses, comerciantes comuns, pessoas que viviam uma vida relativamente boa, todos moravam naquela região. Claro, os mais ricos cuidavam de morar muito mais próximo da área de trabalho, enquanto os mais pobres eram abandonados pela extensão, até que, enfim, os em piores estado, acabavam no pior local para se viver. Ou o quase pior local. Bem, após a área residencial, eram as fábricas que se mostravam com todo seu louvor, e fumaça. Todo o local próximo era banhado pela escuridão causada pelas nuvens negras, mas ninguém reclamava. Como poderiam? Se aquela era a fonte de seu sustento?

Porém havia quem desejasse reclamar, chorasse a raiva que os queridos jovens de classe média não queriam chorar. Após as fábricas, há quem acreditasse que mais nada existia. Os trens também não acreditavam muito, e o acesso era restrito por simplesmente ser difícil. É, ali sim era o pior local para se viver. A periferia de Affaire era escura, suja graças aos dejetos lançados pelo maquinário das fábricas, e sombria por simplesmente ser escondida dos olhos dos homens de bem. Ali, viviam pessoas que não tinham como se sustentar, pessoas que precisavam se esconder de alguma forma, e pessoas que desejavam fazer coisas tão sujas quanto o próprio ambiente era. Era o centro dos marginais, e o local onde tudo de ruim acontecia pelo menos umas três vezes pior. E era de lá que saia o perigo que já conhecemos, certo?

No extremo oposto da cidade, por incrível que parecesse, o cenário da periferia se perdia para que uma linda praia fosse visível. As ondas batiam calmamente contra as rochas e a areia clarinha, uma imagem que quase fazia os problemas sumirem da mente dos moradores, se um forte antigo não morasse bem ao canto da mesma, e um enorme cais, repleto de navios de todos os tipos, não quebrasse a delicadeza do cenário, mostrando toda a força tecnológica de Affaire. Era ali que desembarcavam os visitantes, turistas, e, claro, piratas! Já não era mais incomum ouvir gritos das pessoas, ao que corriam e tiros subiam aos céus. Era comum até, e, se uma semana passasse sem um pequeno caos na região, aí sim a surpresa surgia. Claro, aquele forte, que outrora tinha a função de proteger a cidade, não mais funcionava, servia apenas como ruínas exibidas para as pessoas de fora. Muito útil.

Parece muita coisa, certo? Mas ainda existe um pouco mais de Affaire para ser conhecido. Ao norte, seguindo por um bom tempo, o bairro nobre surge parcialmente envolvido por uma muralha antiga, que servia de proteção, mas que teve partes tombadas para permitir o avanço do reino. Ali, era uma das partes mais seguras da capital, e, claro, onde a maioria das pessoas de bens viviam por simplesmente se acharem merecedoras de tal segurança. Ali, também, a velha igreja se mostrava imponente, ao meio do vilarejo que as casas formosas formavam, junto ao pequeno espaço que era cedido ao clero. Pequeno, aliás, era uma forma de suavizar a situação, afinal, boa parte do bairro nobre era cedido aos religiosos, que vivia de forma muito mais luxuosa que a maior parte da população da cidade, ou, melhor, do país inteiro. No entanto, não havia nada mais importante ali, que o espaço que se seguia ainda um tanto mais distante. Tanto, que não era mais possível acessar o ambiente com os trens, e apenas dirigíveis poderiam levar qualquer pessoa ao castelo. A casa da família real, e, usando a mesma comparação utilizada com a praça, poderia ser considerada o cérebro da cidade.

Sua posição era no extremo topo, e não havia construção que atingisse os tamanhos incríveis que aquela atingia. A beleza?! Não haviam palavras para que pudessem ser usadas para descrever, e mesmo os moradores mais pobres poderiam chamar aquilo de a benção dos céus dada a Affaire. Parecia ainda mais incrível graças à existência de algumas ruínas ao seu redor, frutos de uma guerra que foi vencida pelas antigas gerações e que permitia aos moradores atuais um lar.

Bem, aqui termino minha explicação, espero que tenha sido possível visualizar um pouco dessa cidade, que, agora, além de minha, também é sua. Desejo-lhe sorte e espero que não acabe em um lugar muito ruim de se morar!

Admin
Admin

Mensagens : 34
Data de inscrição : 02/04/2014

Ver perfil do usuário http://affaireschant.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum