Introdução

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Introdução

Mensagem por Admin em Qua Abr 02, 2014 7:59 pm

Olá, meu querido(a), seja bem vindo(a)! Puxe seu assento para mais perto e descanse em um local em que possa me escutar bem! Apesar de estar lendo nesse momento... Oh, que seja, tanto faz! Apenas faça o possível para prestar bastante atenção ao que lhe transmito. Esse é um ano perigoso em um local perigoso. Consegui sua atenção? Porém é isso mesmo que lhe digo, esse é um ano perigoso em um local perigoso, e vou explicar-lhe o porquê.

O poder muda as pessoas, e todas as pessoas o desejam, principalmente aqueles que já o têm. Sempre lutam para conseguir mais e mais, alcançar alturas que homem algum jamais alcançou, e simplesmente para poder encher o peito e dizer: "Eu tenho o poder!", e talvez gastar o resto da vida mandando em quem não tem. De qualquer forma, tornou-se uma busca importante na vida de cada indivíduo, todos querem crescer (uma pena que isso não só envolva crianças em busca da sonhada maturidade), e o dinheiro é o que move esse crescimento.

Ao menos agora em Beaumont. Fora em um "BOOM", que o país se tornou sedento por dinheiro! Seus olhos se abriram quando os... "Humanos de fora" vieram em busca de produtos e ensinaram a importância do capitalismo. Ter e vender o que é natural de sua morada, para poder ter e comprar aquilo que vem das mãos dos outros. Fazer em quantidade, trabalhar mais rapidamente, lucrar e lucrar...! Ah, e vale lembrá-lo, querido(a) leitor(a), que esse reino era muito rico em tecnologia, talvez o mais rico de toda região, e desenvolvido demais para a idade e recursos poucos que possuíam, uma maravilha de atrativo para quem vinha de fora! Porém não haviam bobos, e assim que perceberam como funcionava o uso das notas coloridas, trataram de se empenhar em criar um sistema próprio de comércio.

Ah, e que local incrível! Não demorou nada para que tivesse contato com outros países, e toda a região se tornasse um centro comercial extraordinário, onde o dinheiro rodou como água, e os fez crescer mais e mais! E adivinhem só quem ganhou o poder?

Quem soube vender.

Uma nova classe poderosa surgiu, e a palavra dos burgueses, donos daqueles incríveis comércios, tornou-se lei para todos os que queriam se tornar tão grandes quanto eles. Um povo encantado, que não se importava em lustrar os sapatos de couro puro, enquanto questionava como ter valor naquele novo sistema. Um elixir para os novos ricos, que logo perceberam o significado de "ganância". Queriam mais, mais poder, mais fiéis, mais gente para lustrar seus sapatos e os olhar com os olhos brilhando em admiração e desejo. Mais. E para ter mais, eles precisavam alcançar quem estava no supremo topo...

Não é difícil adivinhar, certo?

O Rei! Mas não era exatamente alcançar o rei. Quem estava mais próximo sabia, e quem conseguiu chegar próximo o suficiente (caso de nossa querida burguesia) tomou conhecimento... Todos conseguiam ver bem que o rei não passava de uma imagem pintada para trazer alegria ao coração dos ignorantes. Poder?! Claro, a família real tinha posses, muitas posses, mas quem mandava em tudo ali eram nossos queridos nobres. Safados, ardilosos, fechavam os olhos do rei com máscaras de descanso - talvez até aromatizadas com ervas de camomila em seus interiores -, para usar de sua influência por todo o reino. O país inteiro seguia suas vontades, acreditando piamente que estavam contribuindo para felicidade de seu senhor, quando, no fim, apenas alimentavam o egoísmo dos homens de nome.

Mas os burgueses? Ah, os burgueses... Eles não iriam aceitar aquilo, que bobagem, nada menos que o topo era o que queriam! Eles precisavam estar sobre qualquer um dos viventes naquele país. E, para isso, eles precisavam assumir o poder da nobreza. Fazer derramar o sangue azul de alguma forma, mas sem sujar as suas delicadas mãos que manuseavam o dinheiro.

E foi aí que o perigo nasceu.

Não era possível fazer algo do tipo sem uma ajudinha especial, certo? O submundo recebeu espaço, e espaço demais para um grupo marginalizado, mas, que, ainda assim, era forte o suficiente para causar caos mesmo sem apoio... Que dirá com os trocados a mais que a burguesia lhes oferecia.
O país foi abalado, e tudo de ruim acontecia. Os nobres tentava aumentar a segurança, enquanto tampavam os olhos do rei, mas como aumentar uma segurança que sequer era confiável mais? Saber quem era bom ou ruim era algo que estava além de seus limites. E esse era um enorme problema, quando mais e mais informações vazavam, causando a ira do povo. Sorte a deles, que algumas pessoas mostravam-se cegas às informações ruins, tudo graças ao seu grande amor pela família que tornou aquele país algo possível. "A família real não poderia ser ruim! Foi ela que nos tornou o que somos!" Mas outros, com pensamentos diferentes, decidiam que aquilo era bobagem diante dos acontecimentos macabros na região. "Não importa quem fundou o país, nós queremos justiça! Não dá para viver nessas condições!"

Ah, o caos. E quem disse que parava por aí? Meu caro, minha cara, queria a burguesia e a nobreza estarem batalhando pelo poder sozinhas. Havia um terceiro envolvido, e um de grande nome, de tão enorme influência, que seria possível arrancar lágrimas de quem tentasse se opor à sua magnitude. Ou talvez as vidas. De qualquer forma, a inocência que a igreja deveria possuir não se encaixava na realidade de nosso país. Beaumont possuía tiranos que se escondiam sob as peles de cordeiros, e sob suas batinas, mas donos de um olhar tão claramente cheio de ganância que era até engraçado a falta de percepção do povo. A igreja era esperta, e tanto, que se recusava a escolher o lugar de menos poder. Apoiara a nobreza até então, mas com o avanço da burguesia, achou que o aquele era o momento apropriado para colocar um pé adiante, e fazer todos tropeçarem. Tudo só para se tornar o novo braço direito do rei, por mais que ainda disfarçasse suas intenções muito bem. Ao menos o apoio do povo era bastante fácil de conseguir... E esperteza nunca lhe faltaria!

E é nesse momento que irei me despedir, jovem companheiro (a), afinal, o estado atual de Beaumont é esse. Uma burguesia que quer o poder, mas usa de métodos sujos para alcançá-lo, enquanto a nobreza se desespera, a igreja espera o momento certo de atacar, e a família real não sabe sobre o que tem acontecido. Parece um cenário bem promissor, certo? Fique à vontade para se colocar nele como bem entender. Meu reino, seu reino, nosso belo país. Não há restrições para o que pode ser! Mas tome bastante cuidado... Confiar em alguém pode ser muito perigoso.

Seja muito bem vindo(a) ao reino de Beaumont!






Observações:



• O grupo acontece sob a temática steampunk. Para aqueles que não conhecem:
"Steampunk é um subgênero da ficção científica, ou ficção especulativa, que ganhou fama no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Trata-se de obras ambientadas no passado, no qual os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real (ou em um universo com características similares), mas foram obtidos por meio da ciência já disponível naquela época - como, por exemplo, computadores de madeira e aviões movidos a vapor." (Retirado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Steampunk).

• Como citado tanto no texto, quanto na descrição da temática Steampunk, a tecnologia de Beaumont é extremamente avançada. Então há a liberdade de se criar o que bem entende - de navios voadores a robôs em forma animal (conhecidos como allmates) -, desde que se siga a ideia original de que os materiais utilizados são mais rústicos que os atuais.

• Obviamente, não dá para abordar o país inteiro na maioria dos jogos, então colocaremos como foco a capital, Affaire, onde a família real se encontra, e o que torna o local centro da rixa entre nobres, burgueses e igreja. Claro, as ações do submundo são bem mais evidentes na região também.

• O país se chama Beaumont porque a família real foi a fundadora do mesmo. Claro, passaram-se várias gerações, mas para termos de idade de um país, Beaumont é bastante novo, porém incrivelmente avançado, e ao ponto de atrair a atenção de estrangeiros.

• Apenas como lembrete: A fonte do caos é a rixa entre burgueses, nobres e igreja pelo poder da região. O rei não consegue enxergar o que está acontecendo, porque todas as informações chegam alteradas ao mesmo. A parte marginalizada do país recebeu investimento da Burguesia para se tornar ainda mais evidente.


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